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voltarReforma de escola em Jardim da Penha vai ter prazo prorrogado pela Prefeitura - Novo cronograma se deve a inadequações constatadas no projeto deixado pela administração anterior
Sexta-feira, 15 de Março de 2013
Reforma de escola em Jardim da Penha vai ter prazo prorrogado pela Prefeitura
Em visita técnica
realizada na tarde da última quinta-feira (14) à Escola de Ensino Fundamental
Álvaro de Castro Mattos, localizada em Jardim da Penha, uma comitiva formada
por representantes da Prefeitura de Vitória e da Câmara Municipal – incluindo o
vereador Fabrício Gandini (PPS) – constatou algumas inadequações nas obras
iniciadas em setembro do ano passado, pela administração de João Coser (PT).
Entre elas, o fato de o projeto de reforma da escola não contemplar condições mínimas
de acessibilidade para os alunos. A necessidade de rever o projeto deve levar à
extensão do prazo para a conclusão das obras, inicialmente estipulado pela
gestão passada.
O governo de Coser havia
prometido devolver a escola à comunidade até setembro deste ano. Mas, com as
adequações necessárias, esse prazo se mostra irreal e não poderá ser cumprido.
É o que afirma a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio:
– Esta é uma das obras
que encontramos em andamento e que requer ajustes no cronograma de entrega por
conta de um item básico: acessibilidade. Queremos acelerar a obra e nos livrar
do aluguel do outro prédio, só que não pode ser de qualquer maneira, sem
respeitar os critérios de acessibilidade. Em nome do princípio de transparência,
queremos apresentar à comunidade um cronograma real. O cronograma inicial
possivelmente vai ser estendido, mas faremos de tudo para entregar a obra
pronta antes do início do próximo ano letivo.
As palavras de Sperandio são ratificadas pelo secretário de Obras, Zacarias Carraretto:
– Temos que terminar os
projetos executivos complementares e fechar o custo final da obra. A partir
daí, empreenderemos todos os esforços junto às empreiteiras para forçar a
aceleração dos trabalhos e finalizá-los dentro do menor prazo possível, se
possível no início do ano que vem.
Em duas semanas, a
prefeitura vai divulgar o estudo com as conclusões da vistoria técnica e o novo
cronograma de execução das obras. Além dos secretários municipais, participaram
da visita o diretor da unidade de ensino, o coordenador geral da Associação de
Moradores de Jardim da Penha, Felipe Ribeiro, os vereadores Marcelão (PT),
atual presidente da Comissão de Educação da Câmara, e Fabrício Gandini, que
presidiu a mesma comissão na legislatura passada e foi um dos grandes
responsáveis por cobrar da gestão de João Coser a execução da reforma.
Entenda o caso
. APROVAÇÃO – As obras de reforma e ampliação da EMEF Álvaro de Castro Mattos foram definidas como prioritárias pelos moradores de Jardim da Penha no Orçamento Participativo de 2008/2009. No entanto, as obras só viriam a ser de fato iniciadas na reta final da administração de João Coser (PT), em setembro do ano passado – com a campanha eleitoral em pleno andamento.
. ALUGUEL – A unidade de ensino está desativada desde o início de 2011. Em caráter temporário, seus cerca de 700 alunos foram transferidos para o prédio da antiga Escola Brasileira, situado no mesmo bairro e alugado pela prefeitura desde setembro de 2010. Segundo Gandini, além de o contrato de aluguel onerar o município em R$ 53 mil por mês, o espaço provisório é menor e não atende satisfatoriamente a quantidade de alunos matriculados na escola.
. COBRANÇA – Em março do ano passado,
a Comissão de Educação, encabeçada por Gandini, chegou a realizar visita de
fiscalização ao prédio da escola, a fim de pressionar a prefeitura pelo início
das obras. Como a solução não viesse, a Comissão de Educação da Câmara chegou a mover, em
junho de 2012, uma denúncia no Ministério Público do Estado do Espírito Santo
(MPES), acusando a Prefeitura de Vitória de abandonar o prédio público fechado
desde o início de 2011 para obras de reforma que, até aqueles dias, não teriam sequer
projeto licitado pelo Poder Executivo.
. PROBLEMAS – De acordo com a denúncia da Comissão de Educação, o prédio alugado não é adequado para a quantidade de alunos da EMEF Álvaro de Castro, as salas são apertadas, não têm acessibilidade nem banheiros suficientes.
Líder comunitário cobra agilidade
Enquanto a nova administração municipal procura
demonstrar a necessidade de prorrogação do prazo de entrega da obra, o
coordenador geral da Associação de Moradores de Jardim da Penha, Felipe
Ribeiro, cobra agilidade na execução do cronograma definido pela gestão
anterior:
– Inicialmente, estamos dando um voto de confiança à nova administração, mas queremos que seja cumprido o cronograma inicial, ou seja, que a escola seja entregue um ano após a ordem de serviço, no próximo mês de setembro. Queremos uma obra com qualidade, acessibilidade e entregue dentro do prazo.
Autor: Vitor Vogas
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